18 de setembro de 2007

UK + fotos =



Fotografia e Bretanha deu nisso: Landscape photographer of the year awards 2007, no The Guardian. Aliás, solícitos estes moços do jornal britânico. Logo quando saiu Blair e ocupou seu posto Brown, o dito diário fez acompanhar sua edição num domingo um poster com todos primeiros ministros da história de seu parlamentarismo, algo que remonta ao ano de 1721, passando por Spencer e Margarida, Pitt, o velho e o jovem, Chamberlain e Disraeli. Como coloquei antes: todos. Agora tenho estes senhores pregados à minha parede graças a solicitude de sua equipe. Lhes escrevi um correio pedindo informação onde poderia comprar a dita edição, que seria vendida no dia seguinte, na cidade onde resido. A resposta tardou, mas não falhou. Informaram que, "infelizmente", o jornal não é vendido em minha cidade, mas que poderiam enviar-me um cópia do dito documento pelo correio, e pela mensagem, supus que não estavam me cobrando nada por isto. Bem, fiquei a imaginar qual jornal, ou outra empresa de qualquer natureza, no Brasil se prestaria a tal obséquio. Mais um ponto para terra da Margarida.

Bom, anedota descabida de lado, que fotos!

17 de setembro de 2007

Artigo amigo.



Dois meses sem um piu, aqui retorno. Sempre alerta! Assuntos ligados à democracia são bons de se ler e complexos para ser colocado em um contexto isento. Tal dificuldade remonta aos diferentes rumos que um pode dar a palavra "democracia". Em nosso mestrado, a isolação do termo democracia sempre foi exigida quando o debate ia ser com seu peso próximo do tema escolhido. Assim mesmo, fora das paredes acadêmicas, fica fácil expressar e expor idéias sobre democracia, todavia, a substância raras vezes surge: nossos vícios impedem, no cotidiano, utilizar pureza em debates sem pretensão.

Um debate que muitas vezes tem uma pauta alheia, sem tratar daquilo que realmente deve ser buscado em uma democracia, uma de suas substancias em si: o conhecimento do entorno para o maior número de pessoas, e não uma casta. O artigo que vos apresento remete a este escuro que flutua acima de nossas cabeças, que impede e obstruí o além, o desejado para uma conversa. Em uma frase do autor: "the challenge for citizens is to stop these economic entities from being the authors of the rules by which we live." (o desafio para os cidadãos é para estas entidades econômicas de serem autores das regras sob as quais vivemos). Em outras palavras, também defendido pelo autor, não é mais, na verdade nunca foi, que votando e sendo votado erigirá algo ao patamar "democrático". O que vai fazê-lo é a pessoa ser sujeito ativo e passivo também das decisões, e não tão somente endossando um mandato político, que lhes permita guiar, sem ouvidos, a turba. Aliás, me equivoco, ouvem sim, mas um som que ecoa entre paredes de mármore e não suas similares em tijolo seis-furos sem reboco. Se Clausewitz assume a guerra como conseqüência da política, talvez, a democracia contemporânea esteja bem próxima de ser um acessório do mercado, para fundamentar e assegurar suas posições e permitir sua expansão em um globo sem fronteiras.

Artigos como estes: How capitalism is killing democracy, de Robert Reich ou Si j'avais été candidat... de Edgar Morin (pena que já cobram para lê-lo) nos permitem ir além do debate degastado anti-capitalismo, numa busca menos utópica de uma realidade amena para a maioria. O mundo sem fronteiras de John Lennon se demonstra, pena seus habitantes viverem de maneira pior que desejaria o besouro.



20 de julho de 2007

A fazer nada...


Aqui estou sob as sombras da família. Não sinto, ainda, saudades do infinito calor ibérico, calor para mouros, sem dúvida. Amolece a alma e amacia o espírito. Por aqui, a humidade que se encarrega de incomodar. Sufocando e embaçando os pulmões, molhando alguma vontade matinal mais afoita.
Nestes sol, lua, sol... o tempo passa mais rápido que desejo. Uma semana escorre de nossos dedos à velocidade de uma jaguatirica. As doces lembranças do desembarque começam a ficar mais ofuscadas pela distância do fato. Outras se somam e desvalorizam aquelas primeiras. Uma pena, lástima. Sem salas de aulas para visitar, fico a fazer nada. Os livros ainda não me tiveram. Mas chego lá.
Tudo para dizer que, neste fazer nada, o blogue também sofre. Assuntos não me faltam: encontrei uma Fortaleza igual a que deixei 10 meses atrás. Não posso avaliar este fato, mas sei que as obras do empreendimento que me elevei em posts anteriores estão em execução, o que nos faz refletir como ficará o trânsito daquela região quando mais este ode a ganância estiver concluído. Mas a determinação de sentar e escrever sobre este e outros assuntos, por enquanto, não está. Nestes arreios que me prendem, deixo de compartilhar algumas idéias. Estarei de volta.

22 de junho de 2007

Beeb.



Apaixonado pela beeb que sou, lhes coloco esta postagem para afiar o inglês e escutar a melhor rádio do mundo, na minha modesta opinião. Aconselho a Radio1 para música e a World Service para notícias e programas de reportagens, feitas por verdadeiros jornalistas. Substituí muito canal de televisão de lixo:

Rádio

Primeiro post com vid.

Bom, meu primeiro post que ponho um vídeo do youtube cá. Estava na primeira página de hoje do portal, que ganhou uma versão .com.br

São fuzileiros navais dos EUA sob um ataque de morteiros. O rapaz que está com a câmera fica rezando: "Oh! Lord, please let it pass!" Além de outras orações de formas bem diretas e tocantes. O outro que aparece à direita da imagem é o que está mais aflito. Podemos escutar também alguém dando gritos em árabe, creio. Muito bom o vídeo, daqueles que mostram o pouquinho das coisas que estes "kids" são expostos. Ao vid.

9 de junho de 2007

+ Músicas...



Feriado prolongado aqui na vila, trabalhos pra fazer na cadeira, horas de tela me esperam estes dias, um céu que não sabe se é Jesus, Genésio ou amnésico... Sem falar na chatice que sinto nestes últimos instantes por aqui em realizar as demais tarefas cotidianas... creio por anseio, esta minha grande moléstia: ansiedade.
Avia, deixando de lengas, aqui vai o tino deste tempo que lhe tomo, o seguinte enlace: Wikipedia:Sound/list é um rico acervo de musgas clássicas. Acervo que vou esmiuçar estes dias de confinamento para conhecer algo deste ramo de música que por ventura já tem suas grandes obras em domínio público. Desfrutem.

5 de junho de 2007

Se você...


...pode ler estas palavras e é de Portugal, você estará contente. Se você também pode ler este branco no preto mas é do Brasil, você estará tenso. Não? Se não vejamos:

http://www.visionofhumanity.com/index.php

Bom, a Lusitânia é a primeira nação latina e continental do ranking (se vocês me permitem colocar a Dinamarca espacialmente na escandinávia). Está empatada com ninguém menos que o Canadá, o que nos permite dizer que a faz estar adiante de todas as nações americanas. Também, aqui vai uma agulhada em meus anfitriões, da Espanha mesmo e qualquer ex-colônia sua. Aliás, o filho Basco espanhol, o Chile, superou sua pátria mãe.

Já escreveu Gilberto Freyre que nossa herança não é maldita. Então, meus estimados leitores e compatriotas tupiniquins, a origem de nossa 83º posição esta menos nos extremos da ibéria que em nosso próprio fado.

P.s.1: que Coisas interessantes!
P.s.2: dados mais relevantes(se você não tiver a curiosidade de clicar sobre cada país): índice de mortalidade infantil(1.000 nascimentos) Brasil 33 x 4 Portugal, goleada que parece não interessar aos nossos meios de comunicação(culpa compartida?). Desconfiança em outros cidadãos: 3, sendo 5 a nota máxima, igual em ambos, (significa que 3 em cada 5 brasileiros ou lusos não confiam em minhas palavras?) E para ficar em três índices, renda per capita: Brasil $3300 x $17100 Portugalo. Ressalva: Portugal foi durante os últimos anos (2000-2006) um dos alvos primeiros dos fundos de estrutura e coesão da União Européia: 9% do bolo de €213 bilhões, em miúdos: R$51 bi. Mais miúdo? 3,7% do PIB brasileiro em 2005.

Difícil decolagem.

Em um país repleto de limitações institucionais, recheado com uma sociedade das mais desiguais que existe sobre a face do globo terrestre,...